O Vila Nova foi condenado pela Justiça do Trabalho em um processo movido pelo goleiro Mauricio Kozlinski, com um impacto financeiro que pode atingir até R$ 1 milhão após a liquidação da sentença. O atleta representou o clube em 2025, ano em que sofreu uma lesão na coluna. Ainda é possível recorrer.

A decisão estabeleceu que uma parte da remuneração do jogador era paga de maneira irregular por meio de contratos de direito de imagem e luvas, determinando que esses valores fossem incorporados ao salário.
Como resultado, a juíza estabeleceu o salário do atleta em R$ 50 mil por mês, um montante superior ao registrado pelo clube em sua carteira, que era de R$ 20 mil. A decisão indica que houve uma manobra para ocultar a natureza salarial das parcelas, uma vez que não foi comprovada a utilização comercial da imagem do atleta.

Com base nesse entendimento, o Vila Nova foi condenado a pagar diferenças salariais, além de reflexos em 13º salário, férias com acréscimo de um terço e FGTS.
Ademais, a Justiça concedeu a estabilidade provisória a Kozlinski, que atualmente defende o Londrina, em decorrência de um acidente de trabalho ocorrido durante o Campeonato Goiano de 2025.

Como o contrato do jogador terminou no final da temporada e não houve reintegração, o clube precisará pagar uma indenização referente ao período de estabilidade, que se estende até maio de 2026.
Em contrapartida, a decisão rejeitou a alegação do Vila Nova de abandono de emprego e também não confirmou a existência de salários pendentes nos últimos meses de contrato. O vínculo entre as partes foi considerado encerrado de forma normal em novembro de 2025, data final do contrato.
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