Por: Maurício Reis
Hoje começo mais um desafio profissional, o de escrever histórias aqui para esse grupo tão seleto de vilanovenses apaixonados. Vou contar alguns casos que ouvi outros que presenciei sobre o nosso querido Tigrão da Vila Famosa e seus atletas.
Nesse primeiro texto, destaco um craque que começou a sua trajetória futebolística no Estado do Paraná, posteriormente vestiu a camisa da então Seleção Brasileira de Novos. Chegou a ser chamado de novo Mané Garrincha, na sua curta passagem pelo Botafogo do Rio, e após outra rápida estada no futebol paranaense, é contratado pelo Vila Nova em 1981. Refiro-me ao sensacional ponta-direita João Maria de Lima Junior, que começou a carreira como João Maria e terminou como Jota Maria, campeão goiano pelo Vila Nova, em 1982, e paulista pelo Corinthians, em 1983.
Na opinião de muitos Jota Maria não foi o melhor ponta-direita que já jogou pelo Vila Nova, afinal para um clube que tradicionalmente sempre contou com excelentes jogadores na posição e, que, por muitos anos, contou com o futebol do extraordinário e inesquecível Fernandinho e do habilidoso e artilheiro Zé Henrique, escolher Jota Maria como o melhor deles, seria , no mínimo, injusto, até porque, embora marcante, a passagem dele pelo Tigrão foi muito curta.
Começo pelo Jota Maria para contar-lhes uma conversa que presenciei entre ele e outros jogadores do Vila Nova, momentos antes de mais um clássico contra o nosso maior rival, no ano de 1982, no vestiário do estádio Serra Dourada.
Jota Maria profetiza: “Hoje vou jogar tudo! Amanhã termina o meu contrato, eu preciso renovar bem. Vamos vencer! Eu vou fazer gol e ser o melhor em campo”. Dito e feito! Final de jogo, Vila Nova 2 a 1, com gol de Jota Maria e prêmio de melhor em campo. Só faltou fazer chover!
Eu o ouvi prometer e o vi cumprir.
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