Os números mostram: o que Guto Ferreira mudou no Vila Nova para colocá-lo na liderança
Quando Guto Ferreira assumiu o comando do Vila Nova, em março, o desafio era…

Quando Guto Ferreira assumiu o comando do Vila Nova, em março, o desafio era claro: recolocar o Tigrão no caminho das vitórias e transformá-lo em um verdadeiro candidato ao acesso. Poucos meses depois, o cenário mudou completamente. O Colorado lidera a Série B do Campeonato Brasileiro com 28 pontos e chega à reta final do primeiro turno como uma das equipes mais consistentes da competição.

A campanha não é fruto do acaso. Por trás da liderança existe uma evolução perceptível em diferentes aspectos do time, desde a organização tática até a confiança do elenco. Os números ajudam a explicar por que o Vila Nova se tornou uma das principais forças da Série B.
Defesa sólida e ataque mais eficiente
Uma das primeiras mudanças promovidas por Guto Ferreira foi o equilíbrio da equipe. O Vila Nova passou a sofrer menos defensivamente sem abrir mão da intensidade no ataque.
A equipe ganhou consistência no sistema defensivo, reduziu os espaços concedidos aos adversários e passou a competir melhor mesmo fora de casa. Ao mesmo tempo, o setor ofensivo evoluiu significativamente.
Jogadores como Janderson, André Luís, Ryan e Dodô cresceram de rendimento ao longo da competição. A adaptação de André Luís como centroavante, por exemplo, solucionou um problema criado pelas lesões de Rafa Silva e Dellatorre. O atacante respondeu com gols importantes e se transformou em uma das referências ofensivas do time.
Outro ponto importante é a capacidade do Vila Nova de decidir partidas em diferentes contextos. A equipe consegue controlar jogos quando precisa propor e também se mostra eficiente nos contra-ataques, característica bastante elogiada por Guto Ferreira após a vitória sobre o Náutico.

Mudança de mentalidade virou marca do elenco
Se dentro de campo a evolução é evidente, fora dele a principal transformação foi mental.
Desde sua chegada, Guto implantou um discurso baseado em disciplina, concentração e competitividade. O treinador evita qualquer clima de euforia, mesmo com o Vila Nova ocupando a liderança da Série B.
Após a vitória sobre o Náutico, o comandante resumiu bem esse pensamento ao afirmar que “não ganhamos nada” e alertar o grupo contra qualquer acomodação. A postura foi rapidamente absorvida pelo elenco.
Nas entrevistas recentes, jogadores como Helton Leite, Tiago Pagnussat e André Luís repetem praticamente o mesmo discurso: a liderança é consequência do trabalho diário, mas o acesso ainda precisa ser conquistado rodada após rodada.
Esse alinhamento entre diretoria, comissão técnica e atletas criou um ambiente de confiança, sem perder o foco no principal objetivo da temporada.
Elenco ganhou alternativas para enfrentar a Série B
Outro mérito do trabalho de Guto Ferreira foi potencializar praticamente todo o elenco.
Atletas que antes tinham poucas oportunidades passaram a ganhar espaço e responder em campo. André Luís vive sua melhor fase no clube, Ryan cresceu de produção, Janderson voltou a ser decisivo e jovens como Gustavo Puskas receberam oportunidades importantes durante a competição.
Além disso, a diretoria trabalhou para aumentar ainda mais a competitividade do grupo. A chegada de reforços como Igor Cariús, Breno Bora, Caíque Jesus e Higor Meritão mostra que o clube quer manter o nível de desempenho durante toda a Série B. A possível contratação de Everton Galdino reforça ainda mais essa estratégia.
A gestão do elenco também tem sido um diferencial. Mesmo convivendo com lesões de jogadores importantes, como Rafa Silva, Dellatorre, Willian Formiga e Anderson Jesus, o Vila Nova conseguiu manter o rendimento sem perder competitividade.
Liderança é consequência, não objetivo final
A campanha colorada ainda está longe de ser concluída, mas poucos contestam que o Vila Nova mudou de patamar desde a chegada de Guto Ferreira.
Hoje, o Tigrão apresenta uma identidade de jogo clara, um sistema defensivo consistente, alternativas ofensivas e, principalmente, uma mentalidade vencedora. O clube voltou a fazer o torcedor acreditar no acesso, mas sem repetir erros de temporadas anteriores, quando boas campanhas acabaram se perdendo na reta final.
A liderança da Série B é um prêmio pelo trabalho desenvolvido até aqui. Agora, o desafio será ainda maior: manter a regularidade nas próximas rodadas e confirmar dentro de campo que a transformação promovida por Guto Ferreira pode terminar com o retorno do Vila Nova à elite do futebol brasileiro em 2027.
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