Hildeberto Pereira, do Operário, acusa torcedor do Vila Nova de racismo • Reprodução/Disney+

Em nota, Vila Nova condena racismo e garante investigação do caso

No fim da manhã deste domingo (19), o Vila Nova emitiu uma declaração condenando o ato de racismo dirigido ao jogador Berto, do Operário-PR, durante a partida entre as duas equipes na noite de sábado (18), no OBA. O clube recordou seu histórico de combate a esse tipo de crime e garantiu que tomará medidas para investigar todos os acontecimentos.

Berto, atacante do Operário-PR, racismo, Vila Nova — Foto: Guilherme Alves/O Popular

“Esta instituição, em toda a sua história, combateu qualquer forma de ato discriminatório e, no caso específico da racial, sempre realizou campanhas ativas de prevenção, seja nas camisas dos atletas e nos estádios, no alambrado, de forma sonora, telões e nas campanhas sociais”, disse a nota.

O clube enfatizou que tomou medidas imediatas para identificar o responsável pela injúria racial contra Berto.

“Por meio do sistema interno de segurança e reconhecimento facial do clube, identificamos o suspeito, e prontamente informamos as autoridades competentes para a adoção das providências legais”.

Confusão entre jogadores do Operário-PR ao final do jogo contra o Vila Nova. Foto: Heber Gomes

O Vila Nova também afirmou que o jogador da equipe paranaense foi o responsável pelo início do lançamento de objetos em direção a um setor com torcedores colorados. De acordo com a nota, Berto lançou uma garrafa de isotônico parcialmente cheia, que atingiu a boca de um torcedor. Como reação instintiva, o torcedor devolveu o objeto, que atingiu o presidente do Operário. De acordo com o clube, o torcedor ferido precisou de quatro pontos para parar o sangramento.

“O Vila Nova não medirá esforços para a completa apuração dos fatos e reafirma seu compromisso com a integridade do esporte”, finalizou a nota.

Leia o posicionamento do clube

O Vila Nova Futebol Clube repudia qualquer forma de discriminação, como a relatada pelo atleta Berto, do Operário Ferroviário, após a partida de ontem pelo Campeonato Brasileiro B, bem como atos de violência.

Esta instituição, em toda a sua história, combateu qualquer forma de ato discriminatório e, no caso específico da racial, sempre realizou campanhas ativas de prevenção, seja nas camisas dos atletas e nos estádios, no alambrado, de forma sonora, telões e nas campanhas sociais.

A denúncia de injúria racial feita pelo atleta Berto ao término da partida gerou ação imediata do clube, que acionou prontamente o policiamento do estádio. Por meio do sistema interno de segurança e reconhecimento facial do clube, identificamos o suspeito, e prontamente informado às autoridades competentes para a adoção das providências legais. O respectivo Boletim de Ocorrência foi devidamente registrado junto às Polícias Militar e Civil acompanhado pelo representante do clube.

Quanto ao arremesso de objetos, injustificáveis e repudiados por este clube, é importante deixar claro que a conduta inicial partiu do atleta do Operário, que lançou uma garrafa de isotônico parcialmente cheia e atingiu a boca de um torcedor. De imediato, como forma de reação instintiva, esse mesmo torcedor devolveu o lançamento do objeto, que atingiu o Presidente do Operário. O torcedor do Vila Nova teve lesão corporal em sua boca, necessitou de quatro pontos e atendimento médico na ambulância do estádio. Após atendimento médico, foi encaminhado para autoridade policial competente.

O Vila Nova não medirá esforços para a completa apuração dos fatos e reafirma seu compromisso com a integridade do esporte. Ressaltamos que, em sendo comprovada a injúria racial após o trâmite do devido processo legal, é imperativa a aplicação das sanções cabíveis aos responsáveis. Como já demonstrado em outras ocasiões, o clube atua com responsabilidade e transparência, tendo sido protagonista em ações relevantes para o futebol brasileiro, como na denúncia que originou a Operação Penalidade Máxima.

Seguimos firmes na defesa de um futebol mais justo, respeitoso e seguro para todos.