Do tricampeonato até eliminação e derrota, o que mudou no Vila Nova?

Muitos torcedores estão fazendo essa pergunta, o que fez o Vila Nova sair da posição de levantar taças e goleadas até derrotas para time sem divisão. É possível levantar alguns pontos que culminaram nessa situação.

A principal alegação da comissão técnica é a maratona de jogos que esgotou os atletas, sem dúvidas, esse é um fator importante. Por semanas, o Vila fez jogos com dois dias de intervalo e sem um plantel cheio para poder revezar e não perder qualidade. Inclusive o presidente Hugo Jorge Bravo contou que pediu para mandar força máxima em todas as competições.

Percebemos que isso cobrou seu preço com o time sem forças para atacar e tomar decisões, quase apático. Porém outro ponto entra aqui, as mudanças na equipe principal, singelas, porém com grande efeito. A principal é a saída de Pablo, afastado enquanto negociam sua venda.

Pablo junto com Dudu era uma arma, equilibrava o time na defesa protegendo a zaga, no ataque, conseguiam deixar Alan Mineiro livre para construir ou finalizar, pode se dizer que era a liga do time. Outra mudança foi a saída de Talles, jogador mais discreto em suas participações, mas efetivo e com função tática importante.

Por último nas mudanças, a saída de Adalberto não seria sentida se Saimon estivesse disponível, porém ele precisou ser afastado e o substituto foi o recém chegado Nilson Júnior.

E o último ponto que pode ser destacado, com todos esses problemas, as opções de Márcio Fernandes para jogo, colocar João Pedro na ponta, após boa partida de Maurinho, estrear Pedro Júnior claramente sem ritmo de jogo, entrada e saída de Kallyl. Todos esses “detalhes”, podem ser encarados como fator determinante.