ESPN volta a critica um estádio de Goiânia, alvo da vez foi o Olímpico

Após criticar duramente o estádio Serra Dourada, chamando o mesmo de “pior estádio do Brasil”, a ESPN voltou a atacar um estádio da capital goiana. O alvo da vez foi o estádio Olímpico, reinaugurado no último ano e que vem sendo palco das equipes goianas na Série A e B. A matéria foi divulgada no sábado, dia 1, pouco antes da partida do Atlético Goianiense contra o Santos. Vale lembrar que com a interdição do Serra Dourada por parte do STJD, o estádio Olímpico será maior utilizado por Goiás e Vila Nova.

Confira a matéria:

O Santos tem um desafio extra neste sábado, às 19h (de Brasília), quando enfrenta o Atlético-GO, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de tentar vencer o “Dragão” em seus domínios, o “Peixe” terá que lidar com os percalços de atuar no pior estádio do Brasil, de acordo com relatórios da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

No último RDJ (Relatório de Delegado do Jogo) feito no Estádio Olímpico Pedro Ludovico, após Atlético-GO 0 x 1 Atlético-PR, no dia 17 de junho, foram constatas a ausência de vários itens básicos requeridos pela Confederação.

De acordo com o documento, o estádio não possui ventilador nem ar condicionado nos vestiários dos atletas. Também não tem geladeira (para armazenamento de água e bebidas isotônicas), máquina de fazer gelo, armários com cabides e internet (Wi-Fi ou por cabo).

Nos vestiários dos árbitros, tampouco há ar condicionado ou ventilador. Também não foram encontrados o número mínimo de chuveiros e armários com cabides. Inexistem banheiras de hidromassagem, macas para massagem, área interna para aquecimento de no mínimo 30m² e internet.

Pior ainda: não há geladeira ou freezer na sala de controle antidoping, sendo que os itens são obrigatórios para armazenamento das amostras.

“É utilizada caixa térmica com gelo para manter a aguá”, escreveu o delegado do jogo, citando a “gambiarra” improvisada feita pelos organizadores.

Na sala de antidoping, não há nem mesmo o mínimo de seis lixeiras requeridas pela CBF. Também inexiste qualquer tipo de ventilação ou ar condicionado.

Em todos os outros estádios usados normalmente na Série A do Brasileirão, todos esses itens ausentes no Pedro Ludovico podem ser encontrados – com exceção das banheiras de hidromassagem para os árbitros, uma novidade da CBF à qual os clubes ainda não tiveram tempo de se adaptar.

No total, foram reportadas 21 deficiências no Estádio Olímpico de Goiânia, que o Atlético-GO costuma usar em em partidas de menor apelo. É um número superior à média do acompanhado em outros relatórios da competição na nova iniciativa da CBF.

No Serra Dourada, onde o “Dragão” também atua em algumas ocasiões, a situação é semelhante, como mostrou matéria do ESPN.com.br em 30 de maio.

Um fato inusitado reportado pelo delegado em Atlético-GO x Atlético-PR foi a presença de um “jabá” travestido de faixa de torcida organizada em um local proibido da arena goiana.

“A faixa colocada pela torcida uniformizada do Atlético no parapeito entre a antiga geral e a arquibancada leva o logotipo e o nome da empresa Águia Industrial Química, empresa essa de indústria de materiais de limpeza, patrocinadora da torcida”, diz o documento.

Fonte: ESPN

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