Em última partida pelo Tigrão, Guilherme Alves relembra dificuldades encontradas no clube ao longo da temporada

O técnico Guilherme Alves falou nesta sexta-feira pela última vez como treinador do Tigrão antes de uma partida. Em Goiânia, o colorado encerrou sua preparação para o jogo deste sábado, fora de casa, contra o Joinville. Enquanto o time colorado está em situação tranquila no meio da tabela da Série B, o adversário precisa do resultado porque ainda luta contra o rebaixamento. Guilherme irá comandar o Linense no Campeonato Paulista.

A experiência no Vila Nova foi sua primeira como técnico na Série B do Brasileirão e também a primeira vez em que ele trabalhou “longe” de casa – é de Marília, no interior de São Paulo. Em sua despedida, Guilherme Alves afirmou que aprendeu muito no Vila, mas que não foi fácil administrar principalmente o início do trabalho.

– Foi um aprendizado muito grande trabalhar no Vila Nova. Eu estava há três anos num clube que tem dono. O Novorizontino tem dono, não tem conselheiro dando palpite e atrapalhando. Não tem oposição que não ajuda. O salário lá não atrasava nem meia hora. Mas foi muito bom trabalhar aqui. No início não foi fácil porque nós tínhamos de fazer algumas mudanças no elenco. Muita gente ficou assustada, mas com o tempo o torcedor entendeu que a gente estava fazendo o melhor para o clube – comentou Guilherme Alves.

O treinador colorado também falou sobre a situação financeira do Vila Nova e a sequência de sua carreira. Guilherme revelou que todos os atletas e membros da comissão técnica estão fazendo acerto antes de deixarem o clube e que a diretoria está tentando renovar com alguns jogadores, como o volante Geovane, que ficará em 2017. Em contrapartida, outros não poderão permanecer. Guilherme afirma que escolheu treinar o Linense pela proximidade com a família.

– O Vila Nova ficou 15 dias com minha proposta em mãos. Aí surgiram algumas coisas. A proposta do Linense não foi a melhor financeiramente, mas eu estarei a 60km da minha casa (Marília). Passei três anos no Novorizontino e ia para casa todos os dias. Tenho dois filhos pequenos e eles sentem falta. Se eu não conseguir alcançar um nível daqui dois três anos em que eu possa escolher os jogadores, acho que não vou continuar. Financeiramente minha vida está resolvida.

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