Opinião: Nem 8 ou 80, torcida do Vila Nova precisa buscar o equilíbrio

Há duas semanas o Vila Nova era sem dúvidas imbatível e o melhor para sua torcida, campeão com goleada, eliminando time que conseguiu acesso para a Série A, jogos que davam gosto de assistir.

Porém tudo mudou, eliminação para o Jaraguá no campeonato Goiano e para o Brasiliense na Copa Verde, tudo que era bom se transformou em descartável. O futebol não é uma matemática exata, assim como cada vírgula de um texto exerce influencia na compreensão, cada aspecto de um time exerce influência no resultado.

Márcio Fernandes vai sendo massacrado por suas constantes reclamações da parte física, estou com ele. No futebol profissional e de alta intensidade, jogos com esse prazo vão deixar marcas e deixou. Vila não ficou do nada um time guerreiro para um time sem forças. Por mais que exista uma corrente querendo negar isso, a ciência explica.

Porém, isso não exime Márcio Fernandes de todas as culpas. O deslocamento de João Pedro para a ponta não tem explicação, o constante rodízio na zaga é em decorrência de lesões e contaminações, porém, a flexibilização de Dudu que protegida esse setor para atuar quase como um ponta, é sua responsabilidade.

Henan é um dos artilheiros da temporada, porém, viveu momentos de seca, mas dois gols na final apagaram isso e sua permanência foi exigida, agora quando volta a oscilar, a torcida pede a cabeça de quem renovou. É incongruente….

A torcida fica fora de controle quando ganha, porém implacável e irracional quando perde. Realmente, eliminações para Jaraguá e Brasiliense não podem ser tratadas como normais, mas ao mesmo tempo, tudo que foi construído não pode ser descartável.

O Vila não pecou por ser ganancioso e querer o Goianão e Copa Verde. Pecou quando não ofertou pessoas de reposição para isso, na reunião de planejamento, realmente esqueceram que jogadores não são máquinas.







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