Rumo ao Título: Relembre a derrota do Vila Nova no primeiro jogo da final da Série C 2015

Texto Aqui![/vc_column_text]A torcida colorada costuma dizer que para o seu time tudo é mais difícil e o que não faltou na caminhada vilanovense rumo ao título de campeão brasileiro da Série C, em 2015, foi emoção.

Na retrospectiva do site Sou Tigrão já relembramos o acesso diante da Portuguesa-SP, em pleno Canindé, e a classificação nos pênaltis para a decisão, em cima do Brasil de Pelotas-RS, no Serra Dourada.

Hoje chegou o dia de fazer um #tbt do primeiro jogo da final, em que o Vila Nova perdeu por 1 x 0 para o Londrina, no Estádio do Café. Nesse duelo o Tigrão foi acuado pelo Londrina que jogou melhor e abriu vantagem na briga pelo título.

Enquanto a atuação do time paranaense era sólida, a equipe goiana fazia a torcida roer as unhas com medo de uma derrota mais elástica e possível perda da taça nacional. Que o diga Felipe Naves, que esteve na cidade do norte do Paraná representando a torcida vilanovense. “O Vila não jogou bem. Na verdade, o jogo foi feio. Ninguém jogou bem. O Vila tentou jogar pelo empate e acabou que não deu certo.

Mas perdemos só por 1 x 0 e trouxemos a decisão para o Serra”, conta Felipe Naves, que trabalha de contador e tem 32 anos. “Na época eu era autônomo e apenas um estudante de contabilidade”, completa.Ele recorda que foi à Londrina em uma caravana da torcida e pagou 150 reais (ida e volta), numa viagem de 15 horas dentro de um ônibus de turismo.

“Após primeiro tempo muito ruim, o Vila Nova mudou seu posicionamento na segunda etapa e pressionou mais o Londrina. “Mas o time apostava mais nas bolas paradas”, ressalta. “No entanto, aquele parecia um grupo muito unido.

Os jogadores jogavam com raça.
No final do jogo a torcida sabia que dava para reverter jogando no Serra. A gente confiava que o título iria ser nosso”, conta Felipe Naves, mesmo sabendo que o empate daria o troféu ao Londrina.

Acostumado a vibrar pelo time do coração, Felipe Naves não esquece que naquele dia choveu bastante no Estádio do Café, o que dificultou muito o desempenho do ataque dos dois times.

“Eles foram para o intervalo debaixo de tempestade e com o Vila já em desvantagem”, pondera. E, realmente a memória dele não falhou. O Londrina havia aberto o placar aos 31 minutos, num chutaço do meia paranaense Zé Rafael, que ainda bateu na trave antes de entrar.

Tudo isso foi visto de perto por Felipe Naves que antes já havia assistido ao jogo contra a Portuguesa, lá em São Paulo, para dar sua força costumeira ao Tigrão. Afinal, valia a segunda taça nacional da história do clube.

A primeira havia sido conquistada em 1996, quando o Tigrão abocanhou o mesmo Campeonato Brasileiro da Série C, de forma invicta. Tranquilidade que passou longe de cinco anos atrás.

“2015 foi ano de superação. Já começou com a obrigação de voltar à elite do futebol goiano. Foi dolorido ver o Vila na segunda divisão estadual. Mas graças a Deus voltamos e campeões. No segundo semestre Deus nos abençoou também com o retorno ao Campeonato Brasileiro da Série B, sendo campeão da C. Muito se deve a boa administração do ex-presidente Guto Veronez.

O Guto arrumou a casa e devolveu orgulho ao torcedor do Vila Nova”, ressalta Felipe Naves.

Felipe também exalta o que foi conseguido naquela temporada, no que diz respeito a dar forças ao Tigrão nos anos seguintes.

“O que aconteceu em 2015 deu estrutura para o Vila ter dinheiro para jogar 3 anos em uma Série B e, desde então, não mais sair da Copa do Brasil. Tivemos outros dois anos de luta real pelo acesso à Série B, ganhando tudo do Goiás”, destaca.

Mas o final dessa história não acabou após o último apito do árbitro em Londrina. Alguns dias depois, mais precisamente no dia 21 de novembro de 2015, o Vila Nova recebeu o Londrina no Serra Dourada, precisando vencer por dois gols de diferença para ser campeão. O desfecho dessse embate todo mundo já sabe, né…

Não!?! Esqueceu? Sem problema, daqui uns dias o Sou Tigrão refresca sua memória com o último capítulo da retrospectiva.

Viiiiiillllllllaaaaaa!!!