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Foto: Sagres Online

Hugo Bravo destaca desigualdade de receitas na Série B; “Todo debate…”

Hugo Bravo analisa finanças e evidencia cenário do Vila Nova

Hugo Jorge Bravo, vice-presidente do Vila Nova, comentou sobre a situação financeira dos clubes da Série B do Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Rádio BandNews, o dirigente ressaltou os desafios que as equipes enfrentam em um mercado inflacionado e com receitas consideradas insuficientes.

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Hugo Jorge Bravo afirma que o contexto atual apresenta um enorme desafio de competitividade.

“Todo debate cobra um orçamento de Flamengo, né? Mas a realidade não é essa. Hoje, muitos clubes estão passando dificuldade e precisam se ajustar. O futebol é capitalista, quem investe mais acaba tendo vantagem, e isso pesa muito dentro da competição”, afirmou.

Para exemplificar a disparidade de investimento entre os times, o dirigente usou o Goiás como referência.

“Nosso adversário hoje tem mais que o dobro do investimento que nós temos. Eu queria ter a oportunidade de trabalhar com 50% do orçamento deles, aí não teria que reclamar de falta de dinheiro, seria outra realidade”, destacou, evidenciando o abismo financeiro entre equipes da mesma competição.

Hugo Jorge Bravo Vila Nova
Foto: Roberto Corrêa

Hugo Bravo também condenou a inflação do mercado provocada por clubes com maior capacidade financeira.

“Esses clubes que arrecadam mais acabam inflacionando o mercado. E nós, que buscamos uma gestão mais pé no chão, somos prejudicados, porque precisamos ir além do que podemos para tentar competir. O ideal seria que quem tem mais também ajudasse a equilibrar o cenário”, pontuou.

Outro aspecto discutido foi a decepção com as receitas projetadas, particularmente no que diz respeito a patrocínios e direitos de transmissão.

“O nosso planejamento contava com valores maiores, mas isso não aconteceu. O dinheiro que entrou não atingiu nem 60% do que era esperado. A realidade é dura, e muitas vezes o torcedor não enxerga isso, cobra como se todos estivessem no mesmo nível”, explicou.

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Foto: Roberto Corrêa / VNFC

O dirigente também destacou que o momento demanda transparência e flexibilidade.

“Não é choro, é a verdade. A gente precisa falar o que realmente está acontecendo. O torcedor vê o resultado, mas não vê o processo. Futebol muda rápido, e o importante é manter o trabalho e buscar evolução dentro das condições que temos”, concluiu.